Aterramento não é apenas “bater uma haste e medir ohms”
Um sistema de aterramento precisa controlar potenciais, fornecer referência elétrica, apoiar atuação de proteções e estabelecer equipotencialização conforme a aplicação. Por isso, a resistência medida em um ponto é apenas uma das informações possíveis.

Malha e eletrodos
A topologia e a função do sistema importam tanto quanto o número medido.
O que muda entre uma instalação industrial, uma subestação e uma rede de distribuição?
Objetivo, corrente de falta, topologia e critérios de segurança variam. Em subestações, tensões de toque e passo e distribuição de corrente pela malha são parte central do projeto. Em sistemas de distribuição, a ABNT NBR 16527:2016 fornece diretrizes específicas para aterramentos até 34,5 kV. Em SPDA, a edição 2026 da NBR 5419-3 também reforça que a eficácia do sistema não deve ser reduzida a um valor isolado de resistência.
Medição de resistência e verificação de continuidade são diferentes
Medição de resistência de aterramento procura caracterizar o comportamento do eletrodo em relação à terra remota sob um método definido. Continuidade verifica se partes que deveriam estar eletricamente interligadas realmente estão. Um sistema pode apresentar um valor global aparentemente baixo e ainda possuir conexão deteriorada em um ponto crítico.
Por que o método de medição importa?
Espaço físico, interferências, malhas interligadas, cabos, neutros e estruturas metálicas podem alterar a medição. O relatório precisa registrar método, posicionamento dos eletrodos auxiliares quando usados, instrumento, condição do solo e limitações encontradas.
Existe um valor universal de “aterramento bom”?
Não existe um único valor que possa ser aplicado a qualquer instalação. O critério depende da função do sistema, projeto, proteção, tensões admissíveis, fabricante e norma aplicável. Transformar “X ohms” em regra universal é uma simplificação perigosa.
O que deve ser entregue em uma avaliação?
- identificação da instalação e finalidade do aterramento;
- arranjo conhecido ou levantamento do sistema;
- método de ensaio;
- instrumento e rastreabilidade;
- resultados e repetibilidade;
- continuidade de ligações, quando aplicável;
- não conformidades físicas;
- limitações do ensaio;
- recomendações de adequação ou estudo complementar.
Perguntas frequentes
5 ohms é sempre um bom aterramento?
Não. Sem conhecer a aplicação e o critério de projeto, o número isolado não permite concluir conformidade.
Medir com alicate terrômetro é sempre suficiente?
Não. A aplicabilidade depende da topologia e da existência de caminhos paralelos adequados ao método.
Aterramento e SPDA são a mesma coisa?
Não. O aterramento pode participar do SPDA, mas cada sistema possui objetivos e critérios próprios que precisam ser integrados.
Atendimento em Catu, Salvador e Alagoinhas
A LCS tem base em Catu e atende demandas na região mediante avaliação de escopo e agendamento.
| Cidade | Atendimento | Para a avaliação inicial |
|---|---|---|
| Catu, BA | Base da LCS | Informe a instalação e a necessidade. |
| Salvador, BA | Visitas mediante agendamento | Informe bairro, acesso e prazo desejado. |
| Alagoinhas, BA | Atendimento técnico programado | Informe os ativos e a condição operacional. |
Para outras cidades da região, envie a localização para confirmar disponibilidade. Retorno inicial em até 1 dia útil; prazo da proposta técnica definido após análise do escopo.
Precisa medir, revisar ou implantar um sistema de aterramento?
Envie os dados do equipamento ou da instalação, histórico disponível, condição operacional e objetivo da avaliação. A LCS estrutura o escopo conforme o ativo e a necessidade real do serviço. Retorno inicial em até 1 dia útil.
Leia também
Referências técnicas oficiais
- ABNT NBR 15751:2013 — sistemas de aterramento de subestações.
- ABNT NBR 16527:2016 — aterramento para sistemas de distribuição.
- Catálogo ABNT — consultar edição vigente da NBR 15749 e demais normas de medição aplicáveis.
- ABNT NBR 5419-3:2026 — SPDA, quando aplicável.